"Onde quer que um homem sonhe, profetize ou poetize, outro se ergue para interpretar" - Paul Ricoeur, Da Interpretação.

1 de jun de 2013

E QUE ABRAM-SE AS MENTES

O Estado entre outras coisas tem o dever de ser laico. O que vem acontecendo prova, cada vez mais, o quão deturpada está (e sempre esteve, diga-se de passagem) a composição política do nosso país.

O senso crítico individual, na nossa sociedade, realmente não existe (e sem educação nunca vai existir). Não é possível ter respeito por alguém que não olha criticamente para a escolhas que faz e que, por outro lado, não faz escolhas com olhar crítico sobre elas.
A gente tem o direito de optar por aquilo em que acreditamos. Seja na religião, seja na politica, por exemplo. Mas não enxergar e admitir o lado frágil das nossas escolhas é ignorância, e não gera nenhum tipo de debate que possa ser realmente proveitoso, educativo, compensador. Ao contrário, gera doenças: preconceito, homofobismo, machismo, etc.


Quem não olha com criticidade para suas escolhas normalmente as defende de forma estúpida, sem fundamentos, portanto, com argumentos vazios. Se torna claramente um alienado que se acha muito inteligente e capaz. Muito dono da Verdade... se ela assim fosse possível.


A Verdade só existe para os arrogantes, egoístas e interesseiros (alpinistas políticos... de todas as políticas)


O individualismo não deve se sobrepor e se impor às questões sociais, jamais.


É urgente olhar o outro para além do nosso individualismo.


E isso é um exercício que precisamos fazer todos os dias, porque o ser humano é a coisa mais imperfeita que pode existir, que às vezes, muito raramente (na proporção da existência), dá uma bola dentro.


Simone Petry

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