"Onde quer que um homem sonhe, profetize ou poetize, outro se ergue para interpretar" - Paul Ricoeur, Da Interpretação.

18 de out de 2010

A IDADE DO CÉU

A música funciona, em alguns casos, como aquela carta que queríamos escrever e direcionar para o mundo.

Esta é minha, nessa situação epistolar.

Quem canta é o Paulinho Moska, mas a música é do Jorge Drexler...ah! o remetente sou eu :-)

1 de set de 2010

31 de ago de 2010

9 de ago de 2010

EM RELAÇÃO AO TEMPO



Procurar um modo de envolver o tempo, de envolver no tempo. Modo de mistura. Modo de miscigenação fundada na imprecisão... na emancipação... na união compartilhada.
Procurar um modo de responder o tempo, de responder no tempo. Modo de responsabilidade. Modo de troca... modo de ouvir...modo de sentir.
Procurar um modo de viver o tempo, de viver no tempo. Modo de sonhar. Sonhar acordado... com os pés bem fincados no chão.

13 de mai de 2010

9 de mai de 2010

esses dias...esse dia!


Eu achava que sabia sobre amar. Achava que de longe já bastava e buscava sempre a solidão para encontrar um outro amor, um que vivesse dentro de mim e que fosse por mim. Agora tenho esse amor interno e ele é imenso, mas ele nada tem a ver com a solidão... ela não o comporta...ela traz uma saudade gigante que nunca tem fim. Por fim, na solidão quero o convívio...aquele que perdi e os que ainda vou viver.

3 de abr de 2010

uma balada...para mim...de zeca

Giorgio
Eu tive um sonho risonho e terno
Sonhei que eu era um anjo elegante no inferno
Giorgio
Eu sinto medo na longa estrada
O medo é a moda desta triste temporada
Giorgio
Tá tudo assim nem sei tá tão estranho
A cor dessa estação é cinza como o céu de estanho

Giorgio
Tá tudo assim nem sei tá tão estranho
A cor dessa estação é cinza como o céu de estanho
Quando um dia enfim findar
Este outono eterno
Quero que você me aqueça
Com a sua coleção de inverno

Giorgio
Pobre de quem não tem
Será que eu estou bem
Na capa da revista


p.s: eu aqui esperando a estação passar.

3 de fev de 2010

Diálogo em torno de uma tradução « BLOG DO ALFREDO MONTE

Olá,

acho que vale a pena dar uma olhada no diálogo desses dois tradutores. Gostei muito do retorno do tradutor criticado. Eu no lugar dele, talvez, tivesse perdido um pouco a compostura.

vivendo e aprendendo! ser sensato é sempre mais interessante, porque reverte a situação.


Diálogo em torno de uma tradução « BLOG DO ALFREDO MONTE

24 de jan de 2010

Tradução como um ato de amor

Há diferença entre ter um namorado(a) e ter um amor. No senso comum, talvez, não se faça uma distinção.

Ter um namorado é relativamente fácil, guardada a devida complexidade de toda relação. Ter um amor é mais trabalhoso; ter um amor envolve uma relação que pressupõe um trabalho. Ter um amor é um ato de hospitalidade no sentido da exigência do enfrentamento que esse tipo de relação pede. O amor carece da continuidade que o trabalho proporciona.

Quando alguém se dispõe a ter um amor sabe a restrição que é ter "apenas" um namorado(a). Um namorado você pode escolher por determinadas conveniências: ter a mesma profissão, ter um bom papo, te permite sentir livre (em vários sentidos), fazer parte de determinado círculo de amigos que te interessem...etc. Já um amor parte de um acontecimento. Ele sempre traz imprevistos, e você resiste desistir no primeiro obstáculo. De um namoro você pode pular fora no primeiro incômodo, a qualquer momento, porque você se sente à vontade para isso... parte de você não ficará lá...você está todo de um lado só, do teu próprio.

Ter um namorado pode ser sem graça para quem gosta de ter um amor, se já tiver experimentado um, porque o beijo é diferente e tudo o mais tem sabor de técnica. Para quem privilegia o amor, normalmente, caracteriza-se assim.

Mas não quero aqui discutir um "valor" de se ter um namoro ou um amor, muito menos fazer julgamento, no sentido de busca de verdade, à quem opta por um tipo de relação ou outro. Até porque, para aprofundar essa questão, eu precisaria desenvolver todas as questões que deixei planando nesse curtíssimo texto e, também, porque esse espaço não é exatamente para isso...

... apenas penso que um ato de tradução, nesse sentido, é, também, um ato de amor.

3 de jan de 2010

HOMENAGEM

Meu maior respeito por esse povo que é a tradução da resistência, da sobrevida, da esperança.

Estrangeiros dentro da sua própria casa e ainda assim hospitaleiros, pois a luta era pela mistura e não pela exclusão. Não era uma luta por um só espaço, mas por construir espaços onde diálogos acontecessem...sem apagamento de nehuma das cores, de nenhum dos sonhos, de nenhum dos valores. Espaço onde a violência fosse traduzida por convivência. Exemplo de tradução.